Aumento dos casos de ataques cibernéticos reforça a necessidade de proteção de dados

Imagine uma empresa que atende a 11 mil bancos em todo o mundo se deparando com um prejuízo de US$ 93 milhões em decorrência de ataques virtuais. Essa foi a realidade encarada recentemente pela Swift (sigla em inglês que significa Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Globais). Os desvios foram registrados em Bangladesh e no Equador, acionando o alerta máximo não somente da Swift, mas de diversos outros setores da economia.

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa de segurança virtual Symantec, o sequestro de dados cresceu 35% no mundo todo em 2015 – nesse cenário, o Brasil registra mais de 70 casos diários de ataques cibernéticos a pessoas físicas e jurídicas, o que coloca o país na 22ª colocação no ranking das nações que mais sofrem esse tipo de crime. O aumento dessas violações estaria ligado, entre outros fatores, aos smartphones, que ajudam a massificar o problema – somente em 2015, segundo a Symantec, foram registradas 528 novas vulnerabilidades em aparelhos, o que representa 214% de aumento em relação às 168 identificadas em 2014.

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Outro fator que tem impacto no aumento dos riscos virtuais é a criatividade dos hackers em encontrar brechas nos sistemas e erros humanos dos usuários. Outro ponto que chama atenção são os mecanismos de armazenamento de dados em nuvem, segundo estudo da CompTIA (Computer Technology Industry Association). Porém, um outro fator considerado relevante e que serve de alerta é que a maioria das empresas ainda está um passo atrás dos hackers no que diz respeito à segurança de seus sistemas.

O papel das seguradoras e da Alfa Real

O cenário apresenta desafios também para as seguradoras. Atualmente, entre os fatores analisados no desenho das apólices está o plano de contingência, ou seja, aquele que estabelece todas as medidas preventivas necessárias e de recuperação diante da violação da segurança. De maneira geral, a cobertura abrange a recuperação de dados perdidos e as despesas necessárias para garantir a reputação da empresa que sofrer o ataque – além, claro, de cobrir as perdas do cliente. Há ainda a modalidade para as despesas de defesa, para o caso do cliente da empresa ser processado por terceiros por exposição de seus dados.

Porém, a cultura de prevenção contra esse tipo de ataque ainda é incipiente. O Relatório sobre Vulnerabilidades Internas desenvolvido pela Vormetric no Brasil e no México mostra que apenas 39% das empresas ouvidas contam com proteção cibernética com base em violações já sofridas. Por outro lado, as respostas obtidas pela CompTIA apontam que 90% dos brasileiros acreditam que a segurança da rede se tornará uma prioridade.

Recentemente nós agregamos ao nosso portfólio o seguro “Proteção de dados & responsabilidade cibernética”, cujos custos dependem das características do risco a ser segurado e dos limites de indenização contratados. Essa iniciativa é uma resposta a uma necessidade crescente dos nossos clientes diante de uma situação crítica que não pode mais ser ignorada.

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